Solenidade de assunção da função de Adjunto de Comando
O Hospital de Guarnição de João Pessoa realizou, no dia 31 de agosto, a solenidade de assunção da função de Adjunto de Comando, marcando um momento histórico para a Organização Militar de Saúde. A cerimônia contou com a presença do General de Brigada Helton Andrade, Comandante do 1º Grupamento de Engenharia; do Cel Alves Junior, Comandante da Base Administrativa da Guarnição de João Pessoa; da Tenente-Coronel Michele, Diretora do HGuJP; do 2º Ten Lima, Adjunto de Comando da 7ª Região Militar; do Sub Ten Flávio, Adjunto de Comando do Comando Militar do Nordeste; do Sub Ten Holanda, Adjunto de Comando do 1º Grupamento de Engenharia; do Sub Ten Erison, Adjunto de Comando do 15º Batalhão de Infantaria Motorizada; do 1º Sgt Hebercley, Adjunto de Comando do 16º Regimento de Cavalaria Mecanizado; do 1º Sgt Akson, Adjunto de Comando do Hospital Militar de Área de Recife; do 1º Sgt Martinho, Adjunto de Comando nomeado do Hospital de Guarnição de Natal; além de demais militares e familiares. A solenidade teve como finalidade formalizar a assunção da 1º Sargento de Saúde Barbara de Lima Alves à função de Adjunto de Comando do HGuJP, importante elo entre o comando e o corpo de graduados, contribuindo para o fortalecimento da liderança, da coesão e do espírito de equipe.A nomeação representa também um marco de pioneirismo: em 2026, a 1º Sgt Barbara tornou-se a primeira militar a exercer a função de Adjunto de Comando no HGuJP e a primeira mulher a assumir esse importante cargo no Exército Brasileiro. Mais do que uma conquista simbólica, a nomeação reconhece uma trajetória de 20 anos de serviço ao Exército Brasileiro, marcada por dedicação, competência, experiência e constante aperfeiçoamento profissional. O HGuJP parabeniza a 1º Sgt Barbara de Lima Alves pela conquista e deseja pleno êxito no desempenho da nova função, certos de que sua experiência, competência e compromisso contribuirão para o fortalecimento da família HGuJP e para o cumprimento da missão da Organização Militar de Saúde. HGuJP: 30 anos de cuidado, excelência e compromisso com a saúde da nossa Guarnição.
Atuação da Força Terrestre na Faixa de Fronteira impõe mais de R$ 600 milhões de prejuízo ao crime em 2025
Brasília (DF) – Em 2025, o Exército Brasileiro realizou mais de 4 mil ações na faixa de fronteira ao longo do ano, impondo aproximadamente R$ 633,8 milhões de prejuízo ao crime organizado, mediante a apreensão de drogas, armas, munições, veículos, embarcações e materiais empregados em atividades ilícitas. O investimento operacional foi de cerca de R$ 10 milhões, demonstrando elevada relação custo-benefício no enfrentamento aos delitos transfronteiriços. A Faixa de Fronteira abrange 16,7% do território nacional e se estende por mais de 16 mil quilômetros limítrofes com dez países. A região, marcada por baixa densidade populacional, infraestrutura limitada e grande diversidade de biomas, apresenta desafios que exigem capacidades diferenciadas e atuação integrada entre diversos órgãos do Estado brasileiro. Estratégia de presença e dissuasão A atuação do Exército na faixa de fronteira fundamenta-se em duas ideias centrais: presença e dissuasão. A presença se materializa nas 78 organizações militares distribuídas ao longo da fronteira, somando cerca de 25 mil militares, além da capacidade de deslocamento rápido para qualquer ponto do território. Já a dissuasão decorre da manutenção de forças preparadas e aptas a desencorajar agressões e atividades ilícitas, gerando efeito preventivo sobre atores estatais e não estatais. A presença e a dissuasão na faixa de fronteira são ampliadas por meio do Programa Estratégico do Exército SISFRON (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras). Mesmo em processo de implantação progressiva, o sistema já representa um importante incremento da presença e da dissuasão do Estado em regiões sensíveis, ao integrar sensores, meios de comunicação e ferramentas de apoio à decisão. Operações de destaque em 2025 No enfrentamento direto aos ilícitos transfronteiriços, destacam-se as Operações ÁGATA, de caráter permanente e natureza interagências. Em 2025, as unidades destacadas na faixa de fronteira realizaram mais de 4 mil ações operacionais, com investimento de cerca de R$ 10 milhões e prejuízo estimado em R$ 633,8 milhões às organizações criminosas, em razão da apreensão de drogas, armas, munições, veículos, embarcações e outros meios empregados pelo crime. Os números evidenciam uma relação custo-benefício favorável ao Estado, ao atingir de forma significativa as capacidades financeiras e logísticas das redes criminosas. Outro exemplo expressivo é a Operação CATRIMANI, desencadeada desde abril de 2024, a operação gerou consideráveis prejuízos ao ilícito, incluindo a apreensão ou inutilização de materiais associados ao garimpo ilegal. Além de enfraquecer a atividade criminosa, a operação contribui para a proteção ambiental e para a redução dos danos causados a rios e comunidades tradicionais. O Exército também tem papel relevante no apoio às ações de desintrusão em terras indígenas, como nas TI Kayapó, Munduruku, Uru-Eu-Wau-Wau e Yanomami. Nesses casos, fornece apoio logístico, estrutura de comando e controle, além de condições para a atuação de órgãos como Funai, Polícia Federal e Ibama, contribuindo para a retirada de invasores, o combate ao garimpo ilegal e a proteção do meio ambiente e dos povos indígenas, em cumprimento às decisões da Justiça Federal. Mão Amiga: entregas que transformam realidades Para além do “Braço Forte”, a presença do Exército Brasileiro na faixa de fronteira também se manifesta como “Mão Amiga”, especialmente por meio de operações de engenharia, apoio à Defesa Civil, programas estruturantes e ações humanitárias. As operações de Engenharia na faixa de fronteira resultaram em um amplo conjunto de entregas à sociedade. Entre elas, destacam-se a manutenção de pistas e aeroportos, a construção, manutenção e recuperação de rodovias, a construção de barragens, a implantação de trechos ferroviários e a instalação de pontes para restabelecimento de tráfego em áreas críticas. Essas ações beneficiaram diretamente cerca de 5 milhões de pessoas e colaboraram para o adestramento de 1.472 militares, fortalecendo simultaneamente a infraestrutura nacional e a capacidade operacional da Força Terrestre. No apoio à Defesa Civil, a Força Terrestre coopera em um grande número de ações em resposta a desastres naturais, como estiagens, queimadas e inundações. Na dimensão humanitária, a Operação ACOLHIDA, em Roraima, tem papel importante na gestão do fluxo migratório de venezuelanos e de outros grupos que ingressam no país pela fronteira norte. Entre as políticas públicas e programas estruturantes voltados à região de fronteira, destaca-se o Programa Calha Norte (PCN), concebido para promover o desenvolvimento e a segurança nas regiões de fronteira da Amazônia, para o qual o Exército Brasileiro contribui diretamente mediante a realização de obras de infraestrutura básica (como estradas, postos de saúde, instalações de energia, poços artesianos, portos, creches e hospitais) somada à presença militar. O Programa Amazônia Protegida agrega um conjunto de projetos voltados ao fortalecimento da presença militar terrestre na Amazônia, prevendo a implantação progressiva de novos Pelotões Especiais de Fronteira e a modernização dos já existentes, bem como o reforço da estrutura operacional e logística do Comando Militar da Amazônia. Já o Projeto Amazônia Conectada, que conta com a participação direta do Exército, avança na implantação de uma rede de fibra óptica fluvial com cerca de 3.000 km, ampliando as comunicações e a inclusão digital em regiões isoladas, ao mesmo tempo em que reduz a assimetria de informação. Amparo para o emprego Do ponto de vista jurídico-institucional, a segurança das fronteiras do Brasil é responsabilidade compartilhada entre diferentes instituições do Estado. Pela Constituição, cabe à Polícia Federal atuar na prevenção e repressão ao tráfico de drogas, ao contrabando e ao descaminho, além do policiamento de fronteiras. A Polícia Rodoviária Federal também participa desse esforço, especialmente no patrulhamento das rodovias federais e no combate a crimes nessas áreas. No caso das Forças Armadas, a Constituição e a Lei Complementar nº 97/1999 estabelecem que sua atuação ocorre de forma subsidiária, inclusive na faixa de fronteira, contra delitos transfronteiriços e ambientais. Nesse contexto, o Exército Brasileiro pode realizar ações preventivas e repressivas, de forma isolada ou em coordenação com outros órgãos, além de prestar apoio logístico, de inteligência, comunicações e instrução. Essa atuação integrada é reforçada pelo Programa de Proteção Integrada de Fronteiras (PPIF), criado em 2016, que reúne 18 órgãos federais, entre ministérios e o Ministério Público Federal, para articular ações de segurança pública, inteligência, controle aduaneiro e cooperação com estados, municípios e países vizinhos. Exército Brasileiro Braço Forte – Mão Amiga
Formatura alusiva aos 30 anos da criação do HGuJP
Na manhã do dia 27 de março de 2026, o Hospital de Guarnição de João Pessoa (HGuJP) realizou a formatura alusiva aos seus 30 anos de criação, da sua missão de salvar vidas, cuidar e proteger a família militar. A cerimônia contou com a presença do Gen Div Marco, Diretor de Saúde, do Gen Div Andrelucio, Comandante da 7ª Região Militar, do Gen Bda Almyr, Diretor de Planejamento e Gestão Orçamentária, do Gen Bda Helton Andrade, Comandante do 1º Gpt E, dos generais veteranos Gen Bda Wellington, Gen Bda Maas e Gen Bda Lucena, primeiro Diretor do HGuJP, do Dr Walter Azevedo e de demais oficiais e autoridades civis, reforçando a importância institucional do HGuJP no Sistema de Saúde do Exército Brasileiro. Um dos momentos mais simbólicos foi o lançamento da moeda comemorativa dos 30 anos, representando o reconhecimento de uma trajetória de dedicação e excelência. Também foi realizada a entrega do Diploma de Amigo do Hospital, homenageando personalidades que contribuíram para o fortalecimento da instituição. Em suas palavras, o Ten Cel Alexssandro, Diretor Interino do HGuJP, utilizando o texto bíblico do Profeta Jeremias, ressaltou que o momento é de 𝗹𝗲𝗴𝗮𝗱𝗼, é de 𝘵𝘳𝘢𝘻𝘦𝘳 𝘢̀ 𝘮𝘦𝘮𝘰́𝘳𝘪𝘢 𝘰 𝘲𝘶𝘦 𝘯𝘰𝘴 𝘥𝘢́ 𝘦𝘴𝘱𝘦𝘳𝘢𝘯𝘤̧𝘢, e de 𝗴𝗿𝗮𝘁𝗶𝗱𝗮̃𝗼, a Deus, aos antigos diretores, à sociedade paraibana, aos comandantes e ao Diretor de Saúde, pelas iniciativas estratégicas implantadas, dentre elas a que "o paciente é o amor da vida de alguém". Na sequência, o Diretor de Saúde, Gen Marco, enfatizou a relevância estratégica do Hospital no apoio à família militar. Após a formatura, em uma singela cerimônia, foram apresentados dois vídeos, um com a trajetória do HGuJP; e outro, com as palavras da Diretora do Hospital, Tenente-Coronel Michele, ressaltando a história construída e o orgulho de dirigir o HGuJP. Encerrando a programação, foi realizada uma homenagem ao Diretor de Saúde, em reconhecimento ao apoio constante e às relevantes contribuições destinadas ao fortalecimento e desenvolvimento do Hospital.“HGuJP: 30 anos de cuidado, excelência e compromisso com a saúde da nossa Guarnição!”